Eu não sei andar com os pés no chão, porque ar é meu nome e voar é o que sei. Tu não sabes voar já que terra é teu nome e plantar é o que sabes. Resta-me, com toda a paixão que impregna e alucina meu ser, que aprendas a voar... Também!

Por vezes desci onde estavas e foi lá que te encontrei. Foi lá que provamos o sabor mútuo de duas carnes encharcadas de desejo e amor. E foi lá e a ti, por quem eu decidi o improvável nunca contestado, mas é que sinto falta de voar... Então, resta-me, com toda a maldade da esperança, que embebe e sufoca meu ser, que aprendas a voar... Também!

(Ravena Revenster)