"Do passado eu me esqueci. No presente me perdi. Se chamarem, diga que saí"
(Raul Seixas)



Não há como negar, meu presente me aprisiona, crucifica, traz dores e alívio também. Não vou um centímetro além da barreira de mim. Minto. Vou sim, mas são raras excessões. Nada me conforta nem alegra fora da minha prisão. As poucas vezes que tento sair, o externo me crucifica de uma forma diferente da que faço sozinha. Aqui dentro me liberta, e o que sinto aqui fora, soa estranho. O mundo é diferente demais! Nossas linguagens são incompatíveis e me torno a Geni de Chico, apedrejada, cuspida e apontada. Então eu recuo novamente. Sinto sono, frio, desprotegida e envergonhada.


>>>"Alguém me disse que ela se perdeu parcialmente, mas é preciso encontrá-la! É preciso que ela volte antes que se perca totalmente, e que seu querer por ficar lá, não a torne impossível."

Eu peço que não se intrometa! Lá dentro é grande, vazio, mas, mesmo sozinha, sempre arranjo algo pra fazer menos uma: ouvir música. Ela me traz inspiração...

 

"Posso estar só mais sou de todo mundo!"
(Marcelo Camelo)