Manifesto

Não é beleza nem rima que procuro colocar aqui.
Entendam que aqui existe um eu que nem sempre aparece, que sempre se esconde. Um eu jamais encontrado na vida real, jamais explícito. Um eu desesperado que procura o propósito dos seus sentimentos, querendo sentido para isso. Querendo razões pelo qual existe. E aqui, mesmo os que não são meus, há partes deles em mim.
Sou muito mais do que a beleza e rima que talvez encham teus olhos. Sou mais que palavras fortes e mente criativa. Sou até mais forte que o drama sempre por mim mostrados.
Há aqui, um manifesto de súplica e dor que adoece a própria doença, que neste caso, sou eu.
De tanto me buscar, acabei presa. Quis muitas respostas mas poucas foram encontradas e o labirinto continua aqui, mas é que me perdi. 
Perdida eu não me acho, tão pouco volto a ser dona de mim e então, eu serei qualquer coisa...



(Ravena Revenster)